Receitas

Bolo com Coração Escondido- S. Valentim
Um bolo cheio de amor, porque tem um coração lá dentro! Surpreenda todos com este bolo, que trás um coração escondido em cada fatia.

BOLO COM CORAÇÃO ESCONDIDO
– 1 iogurte natural (125 gr)
– 4 medidas da embalagem do iogurte de farinha
– 4 medidas da embalagem do iogurte de açúcar
– 1 medida da embalagem do iogurte de óleo
– 4 ovos
– 1 colher de chá de fermento
– 1 pitada de sal
– 1/4 colher de chá de corante rosa/vermelho em pasta/gel

Separe as gemas das claras. Misture as gemas com o iogurte e o açúcar e bata com uma vara de arames. Junte o óleo e envolva bem. À parte misture o fermento e o sal com a farinha e adicione à massa anterior. Bata as claras em castelo e envolva delicadamente.
Divida a massa em duas partes e adicione o corante a uma das metades, mexendo bem para ter uma cor uniforme. Coza a primeira metade do bolo numa forma de bolo inglês, untada e enfarinhada, em forno pré-aquecido a 180ºC.
Quando o primeiro bolo estiver cozido, corte-o as fatias (eliminando uma fatia fina de cada extremidade) e corte com um cortador, um coração do centro de cada fatia.
Com a mesma forma já lavada e de novo untada e enfarinhada, coloque cerca de 1/3 da massa branca que tinha reservado. Disponha os corações em fila, bem apertados e direitos. Com cuidado coloque o restante da massa, cobrindo bem os corações.
Leve de novo ao forno e depois depois de cozido faça uma cobertura ou polvilhe com açúcar em pó.

Brownie com Ingrediente Secreto- Sem Glúten
Uns brownies decadentes, muito macios e húmidos, como os brownies devem ser! Mas estes brownies são especiais, porque além de não terem glúten, têm um ingrediente secreto (muito acessível e barato) que lhes confere uma textura espectacular!

BROWNIES
– 120 gr de chocolate negro
– 60 gr de manteiga
– 300 gr de açúcar
– 240 gr de batata cozida amassada (pesada depois de cozida)*
– 160 gr de amêndoa ralada
– 4 ovos
– 2 colheres de sopa de cacau em pó
– 1 colher de chá de baunilha (essência ou em pó)*

Derreta o chocolate com a manteiga no micro-ondas ou em banho maria. Misture o açúcar e depois os restantes ingredientes. Bata com uma vara de arames até a massa estar toda ligada e sem grumos.
Leve numa forma quadrada ou rectangular, forrada com papel vegetal a forno pré-aquecido a 180ºC. Coza até um palito inserido no meio sair limpo mas ainda se consiga perceber um pouco de humidade. Dependendo da forma que usar, vai demorar entre 40 minutos a 1 hora.

Notas sobre a receita:

– A batata cozida deverá estar amassada num puré liso e é mais fácil incorporar na massa se estiver morno. Se tiver sobras de batata cozida, pode conservar no frio. Antes de incorporar na massa pode amornar ligeiramente no micro-ondas.
– Para a receita completa o peso das batatas equivale mais ou menos a 3 batatas médias.
– A baunilha que usei na receita é de um moinho de vagens, mas pode substituir por essência, extrato ou omitir.
– Para forrar a forma com papel vegetal é mais fácil untar antes com um pouco de margarina ou spray de óleo vegetal, para o papel agarrar melhor.
– No vídeo fiz metade da receita.

Os 12 erros mais comuns ao fazer bolos
Recebo muitas dúvidas em relação a muitas coisas relacionadas com pastelaria, mas dúvidas sobre bolos são as mais comuns. Aqui ficam os 12 erros mais comuns que se cometem ao fazer bolos, é um post extenso mas completo sobre o que pode correr mal. Façam um cafezinho, leiam com calma e depois vão fazer bolos!

UPDATE: Vejam também o vídeo sobre este tema!

1- ERROS, ENGANOS OU SUBSTITUIÇÕES NAS RECEITAS
Acontece muitas vezes haver erros nas receitas com quantidades erradas ou a falta de algum ingrediente. Infelizmente muitas vezes só se dá por eles quando o bolo já está cozido e não há nada fazer… Sigam o vosso instinto, se acharem alguma coisa estranha na receita, procurem outra. 
Também muitas vezes somos nós que nos enganamos (eu mesma ainda esta semana meti um bolo no forno e só depois me lembrei que me tinha esquecido dos ovos). Para que isto não vos aconteça, uma boa dica é juntarem todos os ingredientes que vão usar para a receita e assim não só não correm o risco de se esquecerem de nenhum, mas também se certificam que não vos falta nada que a receita pede. 
Outra coisa que acontece é não se seguir a receita exatamente como está explicada e às vezes há pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Por exemplo na foto abaixo estão 2 queques feitos com os mesmos ingredientes, mesmas quantidades e cozidos durante o mesmo tempo à mesma temperatura no forno. 
A única diferença foi a ordem em que juntei os ingredientes, o que fez com que a aparência e textura deles fosse totalmente diferente. Por isso, não ignorem os passo-a-passo das receitas.
Aqui está o link do vídeo dos Queques: https://www.youtube.com/watch?v=i8PuubPo-B8
2- MASSA MUITO BATIDA
Este erro é muito comum, já as nossas avós diziam que os bolos tinham de ficar bem batidos, mas na verdade não é bem assim. Quando há uma mistura de ovos e açúcar ou manteiga e açúcar, sim deve bater-se bem para haver uma boa emulsão. Mas depois de colocarmos a farinha nunca devemos bater muito, devemos só envolve-la na massa. Ao batermos muito uma massa com farinha corremos o risco de desenvolver o glúten da farinha e o bolo pode ficar mais elástico do que fofo e muitas vezes ficar com uma textura “enqueijada”. Também muitas vezes uma massa demasiado batida fica com muito ar, cresce no forno e o bolo abate depois de cozido porque não tem estrutura para aguentar o seu próprio peso.

3- MASSA COM EXCESSO DE HUMIDADE
Toda a gente já ouviu que a pastelaria é química. E é mesmo! Quando a massa de um bolo é muito húmida, no forno a quantidade de farinha pode não ser suficiente para “absorver” tudo e o bolo fica com uma textura de pudim, “enqueijado” (o como se diz na minha casa, “com pé”). Também pode fazer com que um bolo abata depois de cozido, porque a massa fica mais pesada. O excesso de líquido de uma massa pode acontecer por um erro ao pesarmos a farinha (acontece muito ao fazermos receitas em chávenas), mas sobretudo em bolos que levem sumos ou purés de frutas. Por exemplo num bolo de banana, cenoura ou laranja se usarmos peças muito grandes a massa pode ficar demasiado húmida. O mesmo acontece com este bolo de castanhas que já demos a receita no canal, se o puré de castanhas ficar mais líquido em vez de espesso, o bolo corre o risco de ficar um pudim de castanhas.
Aqui está o link para o vídeo do Bolo de Castanhas: https://www.youtube.com/watch?v=hxC9v9zcywU
4- MASSA COM POUCA HUMIDADE
Da mesma maneira que um bolo pode ficar muito húmido, também uma massa pode ficar com falta de humidade. Aqui a culpa costuma ser também de erros ao pesar algum ingrediente (por exemplo excesso de farinha) ou se usarmos ovos pequenos. Se eu der uma receita com 4 ovos grandes, mas alguém a fizer com 4 ovos pequenos que em volume equivalem a 3 ovos grandes, vai fazer diferença. Estes bolos costumam ficar mais secos e com uma textura esfarelada.
5- USAR O TIPO DE FARINHA ERRADO
Outro erro tão comum como as nossas mães chamarem-se Maria. Há vários tipos de farinhas no mercado e isso pode ser uma confusão. Sem saber podemos estar a usar uma farinha de pão para fazer um bolo, o que o vai deixar menos fofo e mais elástico ou duro, pela quantidade de glúten. Outra coisa que acontece é usarmos uma farinha com fermento que seja uma quantidade desajustada à receita que estamos a fazer, o que pode fazer com que o bolo ou não cresça ou suficiente ou cresça demasiado.
Sobre este assunto temos um vídeo no canal onde explico tudo sobre os Tipos de Farinhas: https://www.youtube.com/watch?v=0yCxkBpLzoI
6- PROBLEMAS COM O FERMENTO (MUITO, POUCO OU FORA DO PRAZO)
Primeiro aspeto a ter em conta é perceber se o nosso fermente está dentro da validade, ou mesmo que esteja dentro da validade se estiver aberto há muito tempo pode não estar totalmente ativo. Comprem embalagens pequenas se não usarem muito.
Outro ponto onde muita gente falha é na quantidade de fermento. As massas não são todas iguais e diferentes tipos de massa necessitam de quantidades diferentes. Por isso usar uma farinha já com fermento pode não ser suficiente (ver ponto anterior). Da mesma maneira que colocarmos muito fermento (ou usarmos uma farinha já com fermento e ainda colocarmos a quantidade de fermento de uma receita que pede farinha normal) vai fazer com que o bolo cresça como um cogumelo e rache demasiado na superfície (isso é o fermento a tentar escapar). Uma dica é usarem colheres medidoras para medir o fermente e uniformizar.
7- USAR A FORMA ERRADA
Se usamos uma forma muito pequena é normal que a massa fique demasiado alta, provavelmente o que vai acontecer é o bolo cozer por cima e ficar cru no meio. Encham sempre as formas só até ¾ da capacidade. Se sobrar massa, façam uns queques ou cozam depois. Da mesma maneira ao usarmos uma forma muito grande para a quantidade de massa o bolo vai cozer muito mais rápido e se não estivermos atentos vai ressecar. E claro, vai ficar baixinho.
8- FORMA MAL UNTADA
No canal temos um vídeo onde explico como se devem untar as formas. Vejam aqui: https://www.youtube.com/watch?v=sTHgFX_b3ng&index=3&list=PLIi878vvABU4N464uQ0X6bnHP7S02MCl5
Mas o truque também é usar formas de qualidade, mas também margarinas/manteigas de qualidade. Porque há muitas no mercado que têm tanta água solta que ao untarmos essa água faz com que a farinha não adira em certos pontos da forma. Se juntarmos isso a uma forma de qualidade inferior, temos um bolo agarrado na certa. Portanto se se quiserem precaver, usem papel vegetal. Em relação às formas de silicone, não sou fã. Vende-se a ideia que não precisam de ser untadas, mas não é correto, a maior parte não funcionam bem e precisam sim de ser untadas. 
9- FORNO COM TEMPERATURAS DESAJUSTADAS
De todos os problemas com os bolos este é o mais difícil de perceber. Muitas vezes os nossos fornos não estão ajustados à temperatura que dizem ter. Se numa receita disser para cozer a 180ºC e colocar essa temperatura mas se no forno a temperatura real for 160ºC ou 200ºC, o bolo vai ficar diferente. Se começarem a perceber que os vossos bolos crescem e queimam-se no topo rapidamente sempre, é provável que a temperatura real seja mais elevada. Da mesma maneira se os bolos demorarem sempre a crescer e ficarem ressecados, é possível que a temperatura real do vosso forno seja inferior à que marca. Tentem conhecer os vossos fornos e façam ajustes nas temperaturas se acharem necessário.
10- FORNO MUITO QUENTE OU MUITO FRIO
Normalmente e a não ser que diga o contrário na receita, os bolos cozem-se a 180ºC. Muitas vezes o raciocínio é: vou aumentar a temperatura para o bolo cozer mais depressa, ou quando o bolo está a queimar por cima, muita gente reduz a temperatura na tentativa de resolver o problema. O ideal é manter sempre a temperatura desde o princípio ao fim, com a forma no centro do forno, a não ser que a receita refira o contrário. Se virmos que o bolo está a queimar por cima a dica é colocar uma folha de alumínio que vai impedir que o bolo continue a ganhar cor.
Muito importante também é colocar o bolo no forno já com a temperatura certa, ou seja temos de pré-aquecer o forno. Se um bolo for posto no forno frio, vai ressecar e não vai crescer. Em média para um forno desligado atingir os 180ºC deve ligar-se 15-20 minutos antes.
11- COZER DEMASIADO OU COZER DE MENOS
Já toda a gente sabe que um bolo demasiado cozido fica queimado e seco, mas também cozer um bolo por menos tempo que o devido, vai fazer com que a massa fique débil e não aguente o seu peso. É também por isso que muitos bolos abatem ao sair do forno. 
Em relação aos tempos de cozedura das receitas é importante não seguir relógios, mas seguir a observação. O velho e bom truque do palito é a melhor maneira de controlar se o bolo está cozido, mas lembrem-se de verificar no centro do bolo e não só nas laterais.
12- DESENFORMAR MUITO CEDO OU MUITO TARDE
Esta é das perguntas que me fazem mais vezes: “desenformo o bolo quente ou frio”? Ora isto é um bocado polémico e há várias teorias. A minha é que depende. Grande ajuda, eu sei 😉 Mas regra geral eu desenformo os bolos uns 5 minutos depois de saírem do forno.
Mas depende muito da massa: se for uma massa muito fofa, tipo pão-de-ló se desenformar muito quente a massa pode não ter estrutura para aguentar e abater. Mas se for um bolo com uma textura mais densa e sobretudo se estiver cozido no ponto não lhe vai acontecer nada se desenformarmos logo. Eu pessoalmente não gosto de deixar os bolos arrefecerem totalmente na forma porque ao arrefecer vai soltar-se vapor para as laterais e não vai formar uma casquinha ligeiramente crocante que eu gosto. Além disso ao arrefecer totalmente na forma muitas vezes vai ser mais difícil de desenformar já que a manteiga com que untámos endurece. 
A minha dica é assim que tirarem o bolo do forno abanem muito ligeiramente a forma com movimentos curtos e verticais para soltarem logo o bolo. Assim já não vai ficar agarrado. Depois esperem um pouco até ficar mais morno, coloquem um prato ou grelha pegado à forma e virem. Ou seja não atirem com o bolo para cima de um prato, correm o risco de o partir (o bolo, não o prato)!
Ah e quando acabarem de cozer um bolo, retirem logo do forno, não o deixem lá dentro porque à medida que o forno arrefece, vai ressecando o bolo.

Reviram-se nalguns erros? Têm mais dúvidas sobre o assunto? Deixem nos comentários!

Rita
Doce de ovos / Ovos Moles- Tradicional Português #4
O doce de ovos é a base da pastelaria tradicional portuguesa e de muitas receitas conventuais. O seu uso é muito versátil e pode servir como sobremesa, para rechear bolos, ser usado como molho ou como ingrediente de muitos dos nossos doces típicos.
O melhor de tudo e que é tão fácil e simples de fazer e só leva 3 ingredientes!

DOCE DE OVOS
– 4 gemas
– 120 gr de açúcar
– 100 ml de água

Num tachinho coloque o açúcar e água e mexa para dissolver o açúcar. Leve ao lume até atingir o ponto pérola (se não souber identificar o ponto pérola, conte 3 minutos assim que a calda de água e açúcar começar a ferver ou veja o nosso vídeo sobre os pontos de açúcar). É importante não mexer a calda enquanto está ao lume.
Retire do lume e deixe arrefecer cerca de 10-15 minutos. Quando a calda não estiver tão quente junte pouco a pouco às gemas (previamente batidas). Coloque toda a mistura de novo no tacho e leve a engrossar em lume muito brando, mexendo sempre. Não deixe ferver ou o doce de ovos ficará cristalizado. Conserve no frigorífico com película aderente colada à superfície até estar completamente frio.

Video dos Pontos de Açúcar: https://www.youtube.com/watch?v=qawJOWobtKk&list=UUNGhBUWraP0j6qUPGWT2n5Q&index=10

Comer (n)a Bélgica em 4 dias
Além de comer, viajar é das minhas atividades preferidas. Sobretudo porque quando viajo, tenho sempre uma desculpa para comer coisas novas, típicas do sítio onde estou.
Há duas semanas fui à Bélgica e com os voos tão baratos da Raynair entre Lisboa e Bruxelas, é possível que muitos de vocês estejam a pensar dar lá um pulinho brevemente, sobretudo se gostarem de chocolate, waffles, batatas fritas e cerveja. Por isso pensei em deixar-vos algumas dicas, preços e uma sugestão de itinerário para 4 dias e 3 cidades.
Boa viagem!

Dia 1
Lisboa-Bruxelas-Gent-Brugge
Cheguei a Bruxelas por volta das 13h e do aeroporto apanhei um comboio para Gent. A viagem demorou cerca de 1 hora. Chegada a Gent deixei a mala nos cacifos da estação e apanhei um autocarro mesmo em frente da estação que me deixou no centro da cidade.
Gent é uma cidade charmosa, sobretudo a zona central do canal que é rodeado de muitos restaurantes, bares, cervejarias e lojinhas engraçadas. Calculo que tenha mais coisas para ver, mas fiquei-me pelo centro que são 3-4 ruas e uma tarde foi suficiente para passear e ficar com uma ideia. Uma coisa boa foi que consegui ver a cidade ainda de dia mas também de noite, que muda todo o cenário.
Ao princípio da noite apanhei o comboio para Brugge que demorou cerca de 20 minutos.

Dia 2
Brugge
O dia inteiro passado nesta cidade encantadora! Como escrevi no meu Instagram é uma cidade que dá dores de pescoço porque se quer olhar para muitos sítios ao mesmo tempo. Além de entrar em imensas igrejas ( a Igreja do Sangue Sagrado, é seguramente das mais bonitas que já visitei), seguir os canais pelo meio da cidade, perder-me e encontrar-me em ruelas comecei-me a desgraçar na comida. No almoço foram as típicas batatas fritas compradas num quiosque da Grote Markt (a espetacular praça central) e o lanche, chocolates comprados numa das muitas lojas espalhadas pela cidade. Eu acho que devo ter entrado em todas. Já o jantar foi à base de colheradas de creme para barrar de Speculoos!
Dia 3
Brugge-Bruxelas
Apanhei o comboio a meio da manhã para Bruxelas, a viagem demorou cerca de 1 hora. Depois de ir ao hotel deixar a mala fui fazer o reconhecimento básico do centro da cidade. Obviamente com paragem obrigatória no Manneken Pis (a famosa estátua do menino que faz xixi). A estátua é minúscula mas para compensar comi mesmo ao lado um waffle bem grande! Segui para a Gran Place, a imponente praça central e serpenteei pelas ruas próximas. Visitei as Galerias St. Hubert (inauguradas 1847), um dos primeiros exemplos do conceito de shopping center. Isto claro, continuando a entrar em todas as chocolatarias que se me atravessavam no caminho. O que também se me atravessou no caminho foi o próprio do rei belga quando passei em frente ao Palácio Real. True story.

Dia 4
Bruxelas- Lisboa
Dia de chuva e portanto dia de museus. Óbvio que ia lançada para o Museu do Chocolate mas bati com o nariz na porta porque estava em obras (obrigadinha site do museu por avisares). Só por causa disso fui comer mais chocolatinhos. Segui para o Museu da Banda Desenhada, que é fofinho e tem bastantes curiosidades sobre esta arte tão popular na Bélgica. Foi interessante ver algumas coisas do Tim Tim, mas o que gostei mais foi de conhecer toda a história por trás dos meus queridos Estrunfes (Smurfs).
Como a chuva acalmou atravessei a cidade pelo Parque de Bruxelas, com passagem na Catedral e em direção à zona do parlamento. Aqui visitei o Parlamentarium que de uma forma muito interativa e com áudio-guias nos explica toda a história da União Europeia e do Parlamento. Muito educadivo.
Depois de mais umas voltas e de mais uns waffles foi hora de rumar ao aeroporto para voltar para casa.

Preços:
Viagem de avião (ida e volta) na Raynair– 57€ (marcada com cerca de 3 semanas de antecedência)
Comboio do aeroporto de Bruxelas para Gent– 15€
Bus da estação de Gent para o centro– 1,30€ (nas máquinas) ou 2€ (comprado ao motorista)
Comboio de Gent para Brugge– 6,50€
Comboio de Brugge para Bruxelas– 14€
Comboio de Bruxelas para o aeroporto- 8,50€
Cacifos nas estações de comboio– de 3 a 4€ (dependendo do tamanho)
Batatas fritas– de 2,50€ a 4€ (dependendo do sitio e se leva molhos)
Waffles– de 1€ a 3€ (dependendo do sitio)
Café– desde 1,50€ num sitio baratinho
Casas de banho públicas– 0,50€
Museu da Banda Desenhada– 10€
Parlamentarium– grátis
Dicas:
– Sobretudo em Gent, mas também em Brugge não existem muitas (e às vezes nenhumas) informações noutras línguas sem ser em flamenco. Tentem ir informados sobre os sítios porque podem ter dificuldades de orientação. Mas também há muita gente que fala inglês. Em Bruxelas está tudo em francês.
– Os belgas não são o povo mais afável do mundo, por isso não estranhem.
– Levem bastantes moedas, porque muitas das máquinas de bilhetes e cacifos não dão trocos.
– Tenham muita atenção às viagens de comboio, porque as informações muitas vezes não são claras. Perguntem a toda a gente que puderem se estão no sítio certo.
– Não achei Bruxelas uma cidade muito acolhedora para os turistas, com menos informação do que eu esperava e muitas vezes informação confusa. Levem um mapa antes de irem e estudem bem os trajetos que gostariam de fazer.
– Entrem nas lojas de chocolates, mesmo que não vão comprar. Só o cheirinho vale a pena. E as amostras, claro!
– Se não despacharem bagagem tenham atenção ao que levam na mala. Conheci uma senhora no aeroporto a quem tinham sido confiscados chocolates com recheio e meu frasco meio comido de Speculoos também ficou por lá… apesar do único perigo que oferecia era mesmo só o aumento das minhas ancas. 

E vocês têm vontade de ir à Bélgica? E se já foram, o que acharam? Têm mais dicas? Deixem nos comentários!
E se nunca foram e quiserem experimentar os waffles, vejam a receita que saiu no nosso canal de Youtube na semana passada.

Rita

Olá!

Sou a Rita

Bem-vindo! Aqui encontras todos os vídeos do meu canal de Youtube, posts com truques e dicas, eventos e notícias!